sexta-feira, 25 de outubro de 2013
terça-feira, 22 de outubro de 2013
quinta-feira, 17 de outubro de 2013
‘Estado é responsável por crime’ afirma autoridades
OAB defende que adolescente mutilado por tribunal do tráfico em favela do Fonseca seja indenizado e receba abrigo. O crime aconteceu a cerca de uma semana

Suspeitos de participar do tribunal do tráfico que mutilou
adolescente, Saulo e Renan foram presos pela polícia.
Foto: Mariana Pimenta

Valdir Costa, da OAB, diz que tráfico ocupa espaço
onde estado é omisso. Foto: Arquivo pessoal
O presidente do Conselho Tutelar de Niterói, Raphael Lírio, disse que ainda não entrou em contato com a família do adolescente. “Tudo que ele precisar, seja encaminhamento a um psicólogo ou médico, nós vamos requisitar à rede pública de saúde. Se a família precisar, também tentaremos uma vaga no abrigo da Secretaria de Assistência Social para que a família tenha onde ficar nesse momento. Nossa obrigação é garantir os direitos da criança e do adolescente”, disse.

Suspeitos de participar do tribunal do tráfico que mutilou
adolescente, Saulo e Renan foram presos pela polícia.
Foto: Mariana Pimenta

Valdir Costa, da OAB, diz que tráfico ocupa espaço
onde estado é omisso. Foto: Arquivo pessoal
O presidente da Comissão de Direitos Humanos e Cidadania da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-Niterói), Valdir Costa, disse ontem que o estado é responsável pelo crime e deve indenizar e oferecer abrigo ao adolescente de 14 anos que teve o pênis e os testículos cortados ao ser julgado culpado pelo “tribunal do tráfico” montado na comunidade Palmeira, no Fonseca. O crime aconteceu na semana passada, após traficantes da facção Terceiro Comando Puro (TCP) receberem a informação de que o jovem teria violentado uma menina de três anos na favela, fato que mais tarde foi desmentido por laudo do Instituto Médico Legal (IML) que examinou a criança.
“O estado não está cumprindo com a obrigação de manter a segurança e o poder paralelo assume o papel da Justiça, criando as próprias leis. Nós temos de mostrar que isso é responsabilidade do estado, pois é inadmissível que um bandido com uma arma na mão possa mandar na vida das pessoas”, afirmou Valdir Costa, lembrando que a família do garoto teve que se mudar da comunidade para se abrigar na casa de parentes e agora precisa de amparo do estado.
O presidente da Comissão de Direitos Humanos, da Criança e do Adolescente da Câmara de Niterói, vereador Gezivaldo Ribeiro de Freitas, o Renatinho (PSol), criticou a falta de integração entre os poderes públicos. “Tenho convicção de que barbaridades como essas acontecem por falta de políticas públicas sérias do governo em todas as instâncias, federal, estadual e municipal, em educação, assistência social e segurança pública. No entanto, além de denunciar e criticar a falta de investimentos, temos que lutar e cobrar, junto com o movimento social a aplicação de mais recursos públicos nestes três segmentos tão importantes”, declarou, se colocando à disposição da família do adolescente “para cobrar dos órgãos públicos a adequada assistência médica e psicológica para o menino”.
O presidente do Conselho Tutelar de Niterói, Raphael Lírio, disse que ainda não entrou em contato com a família do adolescente. “Tudo que ele precisar, seja encaminhamento a um psicólogo ou médico, nós vamos requisitar à rede pública de saúde. Se a família precisar, também tentaremos uma vaga no abrigo da Secretaria de Assistência Social para que a família tenha onde ficar nesse momento. Nossa obrigação é garantir os direitos da criança e do adolescente”, disse.
Prisões – Dois homens, Saulo Marinho de Abreu, de 25, e Renan Augusto Diniz Ignácio, de 19, foram presos na última semana acusados de mutilar o adolescente. Segundo a polícia, eles declararam em depoimento que receberam ordens do homem apontado pela polícia como chefe do tráfico de drogas local, Adailton Alexandre Tavares, conhecido como Simiano. Segundo a polícia, outros dois suspeitos também estariam envolvidos no crime e poderão ter a prisão solicitada à Justiça. Ainda segundo a polícia, Saulo teria confessado ter decepado a genitália do jovem.
O comandante do 12º BPM (Niterói), tenente-coronel Gilson Chagas, lembrou a prisão dos dois suspeitos em decorrência de uma operação de combate ao tráfico. “Nós prendemos os dois suspeitos em uma operação de rotina em repreensão ao tráfico de drogas na comunidade da coreia, vizinha ao morro da Palmeira onde aconteceu o crime, mas nós temos que dar parabéns à equipe do delegado Paulo Guimarães, da 78ª DP (Fonseca), que foi quem descobriu esta semana que eles estavam envolvidos nesse caso”, disse.
O comandante do 12º BPM (Niterói), tenente-coronel Gilson Chagas, lembrou a prisão dos dois suspeitos em decorrência de uma operação de combate ao tráfico. “Nós prendemos os dois suspeitos em uma operação de rotina em repreensão ao tráfico de drogas na comunidade da coreia, vizinha ao morro da Palmeira onde aconteceu o crime, mas nós temos que dar parabéns à equipe do delegado Paulo Guimarães, da 78ª DP (Fonseca), que foi quem descobriu esta semana que eles estavam envolvidos nesse caso”, disse.
quinta-feira, 24 de janeiro de 2013
Matrícula para escolas municipais vai até sábado
ficou lotado de pais interessados em fazer inscrição.
Foto: Guto Maia
Por: Julianna Prado 23/01/2013
Município já tem quase 29 mil matriculados para educação infantil e
ensino fundamental. Número já supera o de alunos inscritos na rede
pública de Niterói
O primeiro dia de inscrição presencial para vagas ociosas nas
escolas municipais de Niterói foi marcado por uma extensa fila e grande
espera. Quase quatro mil vagas na educação infantil e no ensino
fundamental estão sendo oferecidas aos alunos residentes do município
até o próximo sábado. Até o momento, aproximadamente 29 mil matrículas
na rede municipal foram concretizadas.
Desde a primeira hora de atendimento, por voltas das 8h de quarta-feira, pais e responsáveis de alunos se aglomeraram no Teatro Popular, localizado no Caminho Niemeyer, munidos de documentos para garantir uma vaga no ano de 2013. A escolha do local para o cadastramento foi estratégico.
Segundo o secretário municipal de Educação, Waldeck Carneiro, a localização para o cadastramento de matrículas presenciais teve o objetivo de oferecer mais conforto aos responsáveis, devido à proximidade ao Terminal Rodoviário e da disponibilidade de assentos no auditório.
Mãe de dois filhos, a administradora Luana Torres da Silva, 31 anos, foi uma das pessoas que ficaram cerca de horas sentadas na fila esperando para conseguir uma vaga no ensino público. “Estou aqui para fazer a inscrição do meu filho de 9 anos. O mais novo, de 6 anos, eu consegui fazer a matrícula através do atendimento pelo telefone, o mais velho, não! Quero conseguir uma vaga no bairro Várzea das Moças, porque é próximo à minha casa”, contou a administradora que mora há 13 anos no município.
Mesmo com a alta procura de vagas por moradores de outros municípios, o presidente da Fundação Municipal de Educação de Niterói, José Henrique Antunes, enfatizou que a cidade precisa dar prioridade aos alunos residentes do município. “Isso é um resultado de um planejamento que se iniciou em meados de dezembro do ano passado. Estamos em um processo de ampliação da rede municipal, mas também há características que precisam ser consideradas. Por exemplo: Nós temos hoje um contingente razoável de pais/responsáveis que vêm de São Gonçalo e que temos que administrar. Em segundo plano temos a expansão que está acontecendo hoje na nossa rede. Estamos com escolas que estão sendo construídas, escolas sendo reformadas, e que estão possibilitando um aumento de vagas”, contou.
Mais escolas- Apesar da grande procura por unidades escolares, o secretário municipal de Educação de Niterói, Waldeck Carneiro, informou que até o fim deste ano, cinco unidades serão inauguradas. Duas escolas estarão prontas no próximo mês. A partir de fevereiro, moradores do Fonseca já poderão contar com Unidades Municipais de Educação Infantil (Umei), na Vila Ipiranga e outra no Ponto Cem Réis.
Os bairros de Itaipu, Caramujo, Sapê, São Domingos e Piratininga, também serão contemplados até o fim do segundo semestre. De acordo com o presidente da Fundação Municipal de Educação, José Henrique Antunes, após a fase da matrícula, um grupo de estudo fará uma radiografia para saber onde a prefeitura deve investir na educação.
“Este grupo vai fazer um estudo para saber onde estão os espaços que ainda não estão ocupados. Por exemplo, o Engenho do Mato possui carência de equipamentos. Pendotiba e Santa Rosa, também. Por isso, estamos universalizando o atendimento do ensino fundamental”, comentou Henrique.
Para realizar a matrícula, responsáveis devem apresentar: cópia e original da certidão de nascimento, declaração de escolaridade do estudante, cópia e original da carteira de identidade e CPF do responsável, cópia e original do comprovante de residência. As matrículas vão até o próximo sábado.
O FLUMINENSE
Desde a primeira hora de atendimento, por voltas das 8h de quarta-feira, pais e responsáveis de alunos se aglomeraram no Teatro Popular, localizado no Caminho Niemeyer, munidos de documentos para garantir uma vaga no ano de 2013. A escolha do local para o cadastramento foi estratégico.
Segundo o secretário municipal de Educação, Waldeck Carneiro, a localização para o cadastramento de matrículas presenciais teve o objetivo de oferecer mais conforto aos responsáveis, devido à proximidade ao Terminal Rodoviário e da disponibilidade de assentos no auditório.
Mãe de dois filhos, a administradora Luana Torres da Silva, 31 anos, foi uma das pessoas que ficaram cerca de horas sentadas na fila esperando para conseguir uma vaga no ensino público. “Estou aqui para fazer a inscrição do meu filho de 9 anos. O mais novo, de 6 anos, eu consegui fazer a matrícula através do atendimento pelo telefone, o mais velho, não! Quero conseguir uma vaga no bairro Várzea das Moças, porque é próximo à minha casa”, contou a administradora que mora há 13 anos no município.
Mesmo com a alta procura de vagas por moradores de outros municípios, o presidente da Fundação Municipal de Educação de Niterói, José Henrique Antunes, enfatizou que a cidade precisa dar prioridade aos alunos residentes do município. “Isso é um resultado de um planejamento que se iniciou em meados de dezembro do ano passado. Estamos em um processo de ampliação da rede municipal, mas também há características que precisam ser consideradas. Por exemplo: Nós temos hoje um contingente razoável de pais/responsáveis que vêm de São Gonçalo e que temos que administrar. Em segundo plano temos a expansão que está acontecendo hoje na nossa rede. Estamos com escolas que estão sendo construídas, escolas sendo reformadas, e que estão possibilitando um aumento de vagas”, contou.
Mais escolas- Apesar da grande procura por unidades escolares, o secretário municipal de Educação de Niterói, Waldeck Carneiro, informou que até o fim deste ano, cinco unidades serão inauguradas. Duas escolas estarão prontas no próximo mês. A partir de fevereiro, moradores do Fonseca já poderão contar com Unidades Municipais de Educação Infantil (Umei), na Vila Ipiranga e outra no Ponto Cem Réis.
Os bairros de Itaipu, Caramujo, Sapê, São Domingos e Piratininga, também serão contemplados até o fim do segundo semestre. De acordo com o presidente da Fundação Municipal de Educação, José Henrique Antunes, após a fase da matrícula, um grupo de estudo fará uma radiografia para saber onde a prefeitura deve investir na educação.
“Este grupo vai fazer um estudo para saber onde estão os espaços que ainda não estão ocupados. Por exemplo, o Engenho do Mato possui carência de equipamentos. Pendotiba e Santa Rosa, também. Por isso, estamos universalizando o atendimento do ensino fundamental”, comentou Henrique.
Para realizar a matrícula, responsáveis devem apresentar: cópia e original da certidão de nascimento, declaração de escolaridade do estudante, cópia e original da carteira de identidade e CPF do responsável, cópia e original do comprovante de residência. As matrículas vão até o próximo sábado.
O FLUMINENSE
sexta-feira, 30 de novembro de 2012
1 ANO DE GESTÃO
Quero
parabenizar a nós guerreiros que estamos completando neste dia 01/12/12 um ano
de gestão nos três Conselhos Tutelares de Niterói!
Parabéns aos Conselheiros
Tutelares do I Conselho Tutelar:
Juliana de Jesus; Raquel Ferreira; Kátia Regina; Raphael Lírio e Alan
Carlos.
Parabéns aos Conselheiros
Tutelares do II Conselho Tutelar:
Manuel Amâncio; André Cordeiro; Márcia Cristina; Valéria Rodrigues;
Moabe Brito (suplente) e Renato Cunha.
Parabéns aos Conselheiros
Tutelares do III Conselho Tutelar:
Ezequiel Braça; Jhonatan Anjos; Fabiane Borges; Luciana Rosa; Soraia
Costa (suplente) e eu Fabiano Silveira.
Contudo
temos muito pouco o que comemorar neste período, mudanças na legislação do
Conselho Tutelar, conferindo outras atribuições as quais não competem ao
Conselho Tutelar, a escassez de políticas públicas para crianças e adolescentes
principalmente no que tange o tratamento dos usuários de substâncias entorpecentes.
Os veículos dos Conselhos em mal estado de conservação, muito precários para o
uso quando em uso!
Porém
tivemos avanços para melhoria de estrutura de atendimento nos Conselhos, com
instalação de computadores novos (faltando apenas colocá-los em rede), acesso a
internet banda larga, liberação de ligações para interurbano e liberação de
linha do telefone celular institucional.
Quero
parabenizar a gestão do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do
Adolescente, que ao longo deste ano vem formulando resoluções que fortalecem o
sistema de garantia dos direitos, possibilitando assim uma melhor atuação dos
Conselheiros Tutelares.
Que
neste próximo ano, possamos ter mais motivos para comemorar, mais de fato somos
mais que vencedores!!!!
Parabéns
para todos nós!!!!
Por, Fabiano Silveira
Conselheiro Tutelar
domingo, 11 de novembro de 2012
Cracolândias invadem várias regiões de Niterói
Cracolândias invadem várias regiões de Niterói
Por: Daniel Braga 11/11/2012
Número de locais utilizados por usuários de crack e outras drogas
no município apresentou um crescimento gigante nos últimos quatro anos.
População se preocupa
Especialista diz que crack devasta a vida não apenas do usuário.
Todas as relações sociais do indivíduo são afetadas. Foto/Arquivo
Na quinta-feira, por volta das 21h, era possível flagrar ação de
compra e venda na
Rua Professor Heitor Carrilho, no Centro. Foto: Leo
Fonseca
O número de locais utilizados por usuários de crack em Niterói
aumentou nos últimos três anos. Em 2009, um levantamento feito pela
própria Prefeitura indicava a existência de cinco áreas por onde esses
indivíduos transitavam, porém, atualmente, essa quantidade já teria sido
ampliada. “Hoje, no Centro, esse pessoal se aglomera entre as ruas
Visconde do Uruguai e Marquês de Caxias; bem como na Rua São João, entre
as ruas Visconde do Uruguai e Barão do Amazonas. No bairro de São
Lourenço, ficam entre as ruas Santo Antônio e Presidente Castelo Branco.
A questão demanda a criação, o quanto antes, de um espaço de referência
para tratamento dos dependentes da droga”, apontou o presidente do
Conselho Comunitário de Segurança, Leandro Santiago.
Há três anos, a análise do Município já indicava que os usuários e
dependentes de crack se concentram, por vezes, na Rua Dr. Fróes da Cruz,
por trás da rodoviária; uma localidade entre o Terminal João Goulart e
um shopping; na Praça JK, localizada na Rua Visconde de Rio Branco; no
acesso da Rua Professor Ernâni Pires de Melo, em São Domingos; nas
proximidades da Rua Joaquim Távora, em Icaraí; além da entrada do Túnel
Raul Veiga, ligação Icaraí com São Francisco.
Na noite de quinta-feira (8), por volta das 21h, era possível flagrar
uma ação de compra e venda da droga na Rua Professor Heitor Carrilho,
no Centro. Diante de denúncias de moradores e comerciantes sobre a
circulação de usuários de crack pela região, o 12º BPM (Niterói) já
reforçou também o patrulhamento na Rua Professor Joaquim Costa Ribeiro,
próxima da localidade; entre as ruas Tavares de Macedo e General Pereira
da Silva, bem como na junção entre a Comandante Miguelote Viana com
Avenida Roberto Silveira, em Icaraí; e no entorno do Instituto Vital
Brazil.
“O crack é uma droga devastadora no corpo e na vida não apenas da
pessoa em questão. Todas as relações sociais envolvendo esse indivíduo
são afetadas. Desde o que acontece nos círculos privados, como família e
amigos, no contexto das relações no espaço público, nas ruas, escolas,
locais de trabalho, até nas relações mais extensas, como tráfico local,
redes internacionais, etc”, explicou Fernando Cardoso Lima Neto,
professor do Departamento de Sociologia da PUC-Rio.
Segundo a Prefeitura, o serviço de abordagem de pessoas em situação
de rua, que também se acumulam nessas regiões, não identificou a efetiva
existência de cracolândias nessas áreas. As alegações são sustentadas,
ainda, por estatísticas de atendimento da Secretaria de Assistência
Social, pelas quais 60% dos acolhidos pelo órgão em Niterói utilizariam
álcool e/ou outras drogas, sendo predominante o uso abusivo de álcool e
em segundo lugar maconha e solventes (tinner).
“Na população de rua, o uso de crack é mais reduzido, pressupondo que
isso se deve ao fato da implementação conjunta de políticas públicas
pela Saúde e Assistência Social”, destacou a assessoria do Município.
Tratamento - Para o atendimento aos usuários de álcool e outras
drogas, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) esclareceu que o órgão
conta com o Centro de Atenção Psicossocial (Caps) Alameda, o Centro
Psicossocial Infantil (CAPSi) Monteiro Lobato, uma Equipe de Referência
Infanto-Juvenil para Ação e Atenção ao uso de Álcool e outras Drogas
(ERIJAD), um consultório de rua, seis ambulatórios de saúde mental,
Emergência Psiquiátrica e 12 leitos de internação especializada no
Hospital Psiquiátrico de Jurujuba.
Apenas no Caps da Alameda, a SMS contabiliza 2.237 pacientes
cadastrados tendo, em média, 470 pacientes em atendimento mensal. O
Centro é integrado por uma equipe com médicos, psicólogos, assistentes
sociais, enfermeiro e técnicos de enfermagem, que assiste adultos em
situações de maior vulnerabilidade social. Já o Hospital Psiquiátrico de
Jurujuba (HPJ) auxilia as ações com uma emergência 24h, onde são
avaliados os casos de internação com necessidade de enfermaria
especializada para acompanhamento do quadro de dependência química fora
do momento clínico agudo.
Para atendimento nos hospitais, a Secretaria pactua a implantação de
leitos no Hospital Municipal Getúlio Vargas Filho, Getulinho, e Hospital
Municipal Carlos Tortelly, com o objetivo de dar atenção às pessoas com
sofrimento ou transtorno mental e com necessidades decorrentes do uso
de crack, álcool e outras drogas.
Cidade não tem internação compulsória
Em Niterói, a política pública para abordagens de usuários e
dependentes de drogas não contempla a internação compulsória, medida
considerada juridicamente polêmica. “Há quem diga ser inconstitucional,
mas eu não vejo assim. Estamos falando de dignidade humana e a lei
permite ao Estado proteger o indivíduo mesmo que seja contra ele mesmo”,
opinou o presidente da Comissão do Movimento Brasileiro Contra a
Violência da OAB-Niterói, Ennio Pratolezi de Figueiredo Júnior.
“Agora, é preciso haver tratamento com infraestrutura, médicos,
psicólogos, profissionais adequados para reintegrar essa pessoa ao
convívio social. Não pode ser uma justificativa para limpar as ruas. É
preciso ter um estudo identificando usuários e dependentes, um
mapeamento embasado do problema. Um viciado encontra-se em uma situação
nefasta, pode cometer crimes graves, por isso, deve ser tratado para não
precisar ser preso no futuro”, acrescentou o advogado criminalista.
Para o vereador Renatinho (PSOL), presidente da Comissão de Direitos
Humanos da Câmara Municipal, a política de enfrentamento das drogas deve
ser reforçada como uma questão de saúde pública. “Niterói mantém uma
rede de saúde mental com ótimos profissionais, mas ainda em quantidade
reduzida. Mesmo as pessoas que procuram ajuda têm dificuldade de
encontrar tratamento porque a rede ainda é insuficiente”.
“Sem a ampliação da rede de atendimento e tratamento não há nem que
se cogitar a possibilidade de internação compulsória e a privação de
liberdade para uma pessoa doente. É uma agressão aos direitos humanos”,
completou o parlamentar.
Moradores denunciam
“Duas pessoas foram assaltadas por usuários de crack na Vital Brazil
esta semana”. Esta é a denúncia de um dos moradores do bairro, que como
os demais moradores, estão apreensivos com o aumento da violência por
parte deste grupo de pessoas que ficariam abordando pedestres e
moradores do local. De acordo com os moradores, os assaltos ocorreriam
nas ruas próximas à praça do bairro, como por exemplo, na Rua Souza
Dias, à altura do ponto de ônibus.
“Os usuários encontram na falta de policiamento a oportunidade de nos
atacar para conseguir o dinheiro a fim de comprar drogas para consumo
próprio”, diz uma moradora.
“O centro deles é a praça, mas os assaltos ocorrem nas ruas em redor,
principalmente nos horários da tarde e da noite. Trabalho aqui há sete
anos e sempre ouço as mesmas histórias de assaltos”, Osmarino Eduardo,
porteiro. Ele ainda acrescentou que o policiamento estava mais constante
há até duas semanas atrás, mas de um período para cá teria sumido.
“Deveria sim ter uma fiscalização, um patrulhamento policial mais
permanente, pois ficamos muito vulneráveis”, Juçara Cunha, professora.
Assinar:
Postagens (Atom)



